Sobrou um troquinho … e agora?

Bom dia!!

Começo agradecendo meu amigo Grellert pela sugestão de post! 🙂

Imagina aquela situação: você recebeu seu salário, pagou suas contas, resolveu suas dívidas passadas e, de quebra, sobrou ainda uns R$ 200,00.

Na Aula 3 do curso, eu faço uma análise sobre esse tema embasando-me em uma teoria da neurociência para explicar a tomada de decisão nesses casos, mas aqui neste post vamos supor que você queira começar a fazer seu pé de meia de investimentos. Em outras palavras, como começar a construção da sua renda passiva!

Pois bem, a primeira informação que eu tenho a te passar é a seguinte: VOCÊ PODE COMEÇAR COM QUALQUER VALOR MESMO QUE SEJA UM VALOR BAIXO.

Sim!! Não há obrigatoriedade de você ter muitos zeros na conta para COMEÇAR  a investir. É óbvio, porém, que valores baixos geram retornos baixos (não se iluda com esquemas milionários ou loterias).

Além disso, devemos pensar em objetivos e prazos. Mais em prazos. O objetivo serve para ilustrar. Você pode fazer um pé de meia, por exemplo, para uma viagem bacana nas suas próximas férias. Então, vale a pena pensar em objetivos de curto prazo (menos de 1 ano). Também, você pode pensar em aposentadoria (objetivo de longo prazo: 10 a 20 anos, talvez).

Depois, você tem que pensar na sua tolerância a riscos. Quanto maior o potencial de ganho, maior o risco. Quanto mais longo prazo for seu objetivo, mais espaço há para o risco.

Outro fator a considerar é também o IPCA, que é um índice utilizado pelo governo para definir a “inflação do período”. Inflação, nada mais é, que a desvalorização da moeda e a consequente necessidade de se juntar mais para comprar a mesma coisa. Em outras palavras, um aumento expressivo de preços.

Seu retorno de investimento será REAL se superar o IPCA. Se você investiu ao invés de comprar, mas seu investimento retornou 0,1% ao passo que a inflação foi de 0,2%, você tem mais moedas, mas tem menos poder de compra. Foi um mal investimento! Você não teve um ganho real, mas um ganho “aparente”.

Além disso, você deve considerar o prazo para saque. Investimentos “D + 0” são investimentos em que você pede o saque e, assim que o fizer, o dinheiro cai na conta. Se for “D + 5”, você deverá aguardar cinco dias ÚTEIS (bancários). D + 10 seriam dez dias úteis e assim por diante.

Em geral, investimentos com D + “numerão” são mais rentáveis. Afinal, quando você pede o saque, o gestor do investimento tem alguns dias para “trabalhar” com seu dinheiro. Porém, um investimento desse tipo, você deve se programar bem, pois não dá para contar com ele na emergência.

Ah, sim, mais um detalhe: LIQUIDEZ. Para você entender, pense na tradicional caderneta de poupança. Ela tem “data de aniversário” que é o dia do mês em que você fez um aporte (depósito). Se você sacar o valor antes do “aniversário mensal”, você não terá rendimento, pois a liquidez é mensal. Se o investimento tem liquidez DIÁRIA, então todos os dias rende um pouquinho.

Com base no dia de hoje (julho de 2019) e nas informações que passei acima, me sinto confortável em sugerir um investimento bem simples: ganho um pouco acima da inflação (6,5% ao ano em média – 100% do CDI para ser exato), D + 0, risco baixíssimo, proteção do Fundo Garantidor de Crédito (FGC) até R$ 250.000,00 por CPF e liquidez diária.

O investimento que se enquadra no parágrafo anterior e que é de meu conhecimento prático é o RDB (Recibo de Depósito Bancário) do Nubank. Claro, apesar de ser D + 0, é recomendável deixar pelo menos 30 dias, pois há o IOF regressivo (em todas as aplicações financeiras tradicionais: não há como escapar).

Também já experimentei o Investimento Livre do Neon (Grupo Votorantim), que rende inicialmente 96% do CDI e pode subir até 101% do CDI.

Não estou dizendo que são as aplicações que mais rendem, mas sim duas sugestões para quem tem um troquinho que sobrou e quer começar o seu pé de meia.

Todavia, o mais inteligente a fazer é você contatar um Planejador Financeiro ou um Educador Financeiro para uma consultoria. Boa sorte!

Abraço do Prof. Rivero.

Matemática Financeira x Educação Financeira

Boa tarde!!

Vamos conversar um pouco sobre as duas expressões: “Matemática Financeira” e “Educação Financeira”? Ótimo!!

Matemática Financeira é a ciência que estuda o valor do dinheiro ao longo do tempo. Basicamente, ela contempla conhecimentos e ferramentas que a pessoa tem para tomada de decisões em relação a operações financeiras de curto e longo prazo.

Quando se estuda Matemática Financeira, em geral se aprende definições de juros e montantes, capitalização, taxas e prazos, amortizações, anuidades, descontos, análises de investimentos, inflação, taxa real. Então, a Matemática Financeira contempla o aspecto “técnico”.

Já a Educação Financeira contempla os aspectos que devem ser desenvolvidos na pessoa para que ela tenha uma relação mais saudável com o dinheiro.

Em Educação Financeira, estudamos a organização das entradas (como, por exemplo, a Teoria dos Potes, aula 1), as crenças financeiras (aula 2), a renda passiva, os investimentos como alternativa de ganhos, as estratégias para melhorar o fluxo de caixa e a necessidade de equilibrar sua vida financeira com outros aspectos da vida. Entre outros conhecimentos. Também se estuda uma matemática em nível mais básico (porcentagem, por exemplo).

As duas não são adversárias, mas complementares. Sem a Matemática Financeira, sua análise ficará incompleta. Você não terá meios de avaliar, por exemplo, se vale mais a pena parcelar ou pagar a vista com algum desconto. Isso quem estuda é a Matemática Financeira.

Porém, a Matemática Financeira, sem ter o conhecimento mais “humano”, ela se torna apenas um conjunto de fórmulas, planilhas e esquemas que ficam distantes da realidade do cidadão comum.

É essencial ter os dois conhecimentos e muita, mas muita prática, para ser um Estrategista Financeiro, ou um Educador Financeiro, como eu gosto de me chamar. Se você tem dificuldade para organização das suas finanças, procure assistir ao curso de sete aulas, disponibilizado inteiramente gratuito.

Forte abraço!

Prof. Rivero.

Mesada

Bom dia!
Todos sabem o que significa a “mesada”.
É um dinheiro que pais ou responsáveis dão a seus filhos para que gastem, supostamente, como bem entender.
O objetivo da mesada é muito nobre, quando bem aplicado. Pois a criança, desde cedo, começa a aprender noções sobre o dinheiro e educação financeira.

Todavia, há algumas questões que podem atrapalhar a proposta da mesada se não forem bem observadas.

Vamos conversar um pouco sobre elas:

PUNIÇÃO DE CORTE DE MESADA – se a criança comete “faltas graves”, não é postura equivocada aplicar um castigo pedagógico proporcional ao ato cometido e a idade e discernimento da criança. Porém o corte de mesada jamais deve ser aplicado. A mesada não deve ser vista como recompensa, mas sim como uma oportunidade de aprendizado.

MESADA COM VALORES ALEATÓRIOS – o ideal é que a mesada seja mensal e fixa, por questões de clareza e de necessidade de rotina que a criança demanda. Todavia, não há problema em os pais sentarem com a criança e decidirem dar mesada com valores que podem aumentar ou diminuir com o tempo, desde que isso seja explicado devidamente. Por exemplo, pais empreendedores podem entender que é importante que o filho saiba que o lucro do negócio depende de fatores externos. Mas, se for adotar essa postura, que seja bem claro como que é a regra de cálculo da mesada.

MESADA E PRESENTES – é importante que a criança saiba que as coisas não caem do céu. Porém, não dá para deixar a criança decidir tudo que ela precisa só com a mesada. Conforme a sua idade, ela ainda não entende que existem coisas que não são tão prazerosas, porém necessárias. Assim como o adulto precisa pagar contas de água, luz e impostos. Qual a percepção que tenho sobre isso? Existem itens que são importantes e que não devem ser contemplados pela mesada:

  1. O que for necessário para sobrevivência: comida, médico, moradia, remédios, etc.
  2. Material escolar essencial.
  3. Vestuário essencial.
  4. Presente/Festa de aniversário
  5. Presentes de feriados (Natal, Páscoa, etc) caso a família comemore essas datas.

Preste atenção nos itens 2 e 3 um momento: repare meu uso da palavra “essencial”. O que exatamente isso significa? Muito simples. Para que você entenda, vou colocar aqui o preço de dois cadernos diferentes.

Os dois cadernos tem 96 folhas. Perceba que há uma diferença de R$ 22,00 entre ambos. Você, como pai ou mãe, precisa comprar um caderno para seu filho?? Excelente! Compre o de R$ 11,90. Se o seu filho ou filha quiser o caderno do Toy Story, ele deve pagar a diferença de R$ 22,00 da sua mesada. Isso já vai ensinar a ele uma lição muito importante no mundo dos materiais escolares.

ADIANTAMENTO DE MESADA – não há problema em se adiantar um pedaço da mesada, ou mesmo ela toda, caso seu filho tenha uma demanda específica (exemplo: um show da sua banda favorita que ocorrerá somente naquele final de semana). Porém, é importante diferenciar o bônus do adiantamento. Assim, a criança tem a noção de compromisso e de aprender a lidar com as consequências das suas escolhas.

MESADA COMO CASTIGO (PARTE II) – se o seu filho “aprontou” e como consequência trouxe um prejuízo financeiro para terceiros, penso que é saudável descontar da mesada. Dessa maneira, estarás ensinando a responsabilidade pelas suas ações e danos causados. Nesse ponto, porém, não dá para deixar a criança sem um pedaço da mesada. Estipule um valor fixo ou percentual mensal de corte e mantenha-o até que a criança “pague seu débito”. Alternativamente, ou em conjunto, você pode simplificar festas e presentes (não cortar, mas reduzir o valor empregado) como forma de antecipar o pagamento da dívida. Dessa forma, a criança aprende a negociar e estabelecer acordos justos.

JULGAMENTO DA DESPESA – é perfeitamente válido que a criança “preste contas” do que vai gastar com a sua mesada. Mas esse procedimento deve servir apenas para certificar-se de que a criança não está comprando nada ilegal ou nocivo, ou perdendo dinheiro para valentões ou vigarices. Os adultos devem entender que as necessidades das crianças são mais lúdicas e imediatistas, portanto é normal que ela gaste em doces, refrigerantes e brinquedinhos aparentemente bobos. Não julgue: apenas verifique se tais gastos não estão comprometendo sua saúde. Todo pai deve zelar para que seu filho não sofra problemas de saúde, porém jamais deve caçoar ou banalizar o que a criança entende por necessidade.

Além da questão de saúde, também é uma oportunidade de, gradativamente, mostrar que aquilo que se deseja nem sempre é algo que se quer por longo prazo. Mas entenda que a mente da criança não está desenvolvida totalmente para perceber o longo prazo. Vá aos poucos!

ATRASO DA MESADA IMPLICA EM JUROS – caso você se encontre em uma situação a qual precise atrasar a mesada da criança, em todo ou em parte, explique isso claramente e compense-a com um extra. Dessa forma, você já estará ensinando o valor do dinheiro ao longo do tempo.

RITUAL DOS PRESENTES E DA DOAÇÃO – se a criança recebe mesada e se a família faz rituais de trocas de presentes (como Natal e Páscoa, por exemplo), a criança deve ser estimulada, no que for possível, a participar do ritual de forma ativa. Usando parte de sua mesada para comprar presentes também. Desse modo, ela começa a entender o valor daquilo que recebe e o sacrifício que as pessoas fazem para presentear. Também a alegria que elas sentem ao fazê-lo. Sem contar que ela aprende também que a vida não é só receber, mas também a dar.

TRABALHOS REMUNERADOS – a mesada não é um prêmio, mas uma oportunidade de aprendizado. Se a família adota o regime de pagar a criança para fazer pequenas tarefas, isso deve ser visto como um EXTRA. E deve ser cumprido conforme combinado!

E, finalmente, você pode ensinar aos seus filhos a Teoria dos Potes (Aula 1 do curso gratuito).

Boa sorte!

Prof. Rivero!

Juro como retorno financeiro

Bom dia, amigos!

Quando se ouve a palavra “juro”, ela quase sempre nos leva a uma ideia negativa. Pois, em geral, o juro “joga contra” a gente. Mensalidade atrasada, empréstimo a pagar. Até mesmo usamos a palavra “juro” no contexto não-financeiro da vida como algo ruim: “a vida cobra juros”. Ou seja, o juro é uma cobrança que está sendo imposta a nós.

Porém, eu quero trazer outra forma de encarar um “juro”. Quero te colocar do outro lado da ponte e que você comece a construir a ideia de que o “juro” pode ser algo que você pode receber, ao invés de pagar.

Lembra que no post anterior comentei que o “juro” é uma remuneração para quem tem o capital superavitário??? Pois, então, eu quero ajudar você a construir seu capital superavitário e, assim, ser aquele que recebe juro ao invés de pagar.

Existem várias formas de se fazer isso:

  • Poupança
  • CDB
  • Títulos do tesouro
  • Fundos de Renda Fixa
  • LCI e LCA
  • Fundos Multimercado
  • Fundos Imobiliários
  • Fundos de Ações
  • COE
  • Debêntures
  • Ações (trading)
  • Forex (trading)
  • Opções Binárias (trading)
  • Opções Digitais (trading)
  • Fundos atrelados a índices como BOVESPA, DOLAR, IPCA, etc.
  • Criptomoedas (trading)
  • Criptomoedas (mineração)
  • Criptomoedas (arbitragem)
  • Fundos do exterior
  • etc

 Cada maneira tem seus “ônus e bônus”. Algumas tem potencial de pagamento maior, mas tem risco de perdas. Outras exigem maior conhecimento de mercado. Outras requerem a sua intervenção (os trading).

Porém, todas são opções para você receber “o juro”. Claro, a poupança, por exemplo, tem muitos revezes: o percentual quase sempre é abaixo da inflação e a liquidez é mensal (ou seja, se você sacar em 29 dias, você não renderá nada).

Meu convite, aqui, é para que você reflita sobre como você pode fazer para o dinheiro trabalhar para você e assim você criar uma renda passiva. Dinheiro não exige leis trabalhistas e trabalha 24-7.

Abraços.

Prof. Rivero.

A ideia de juro

A ideia de juro

 

A Matemática Financeira define-se como “o estudo do valor do dinheiro ao longo do tempo”.

A você é feita a seguinte pergunta:

“Você prefere receber R$ 100,00 hoje ou R$ 100,00 amanhã?”

Naturalmente, você responderá que prefere receber hoje. Afinal, qual o ganho que você tem em esperar um dia a mais para receber a mesma quantidade de dinheiro?

Assim, conclui-se empiricamente que o dinheiro tende a perder o valor ao longo do tempo (R$ 100,00 hoje valem mais do que R$ 100,00 amanhã).

Por outro lado, podemos alterar a pergunta da seguinte forma:

“Você prefere receber R$ 100,00 hoje ou R$ 110,00 amanhã?”

Aqui, eu não sei dizer o que você irá responder. Vai depender da sua interpretação. Você deve se perguntar: vale a pena eu ser remunerado em R$ 10,00 para esperar 1 dia para receber o dinheiro? Se você achar que vale, então é melhor mesmo esperar mais um dia e receber R$ 110,00. Caso contrário, é melhor receber R$ 100,00 hoje. Em todo caso, esses R$ 10,00 é uma compensação pelo tempo decorrido.

A essa compensação chamamos de JUROS.

O Juro então é uma compensação, indenização pelo tempo.

Se você pede dinheiro emprestado a alguém ou a alguma instituição, a ideia do juro é pacífica. Há vários fatores que motivam a ideia do juro. Veja:

1) quando você empresta um valor, você está abrindo mão de usá-lo.
2) quando você empresta, você não tem garantia de que a pessoa vai devolver o valor (risco de calote)
3) quando você empresta, você não sabe se a pessoa vai conseguir pagar no prazo combinado (risco de crédito)
4) quando você empresta, você não sabe como será o país no futuro (risco país)
5) quando você empresta, você não sabe as influências da inflação, valor da moeda, regimes políticos e econômicos (risco de mercado)

O Juro é uma compensação por tudo isso. Porém, não deixa de ser um ganho. Dessa forma, é necessário que haja um equilíbrio no juro para que valha a pena a pessoa pedir empréstimo a você (se seu juro for muito alto, você deixa de fazer o empréstimo e ganhar o juro) e o juro também deve te compensar dos possíveis prejuizos.

Através da ideia de juro, surgiram as várias estratégias de investimentos que permitem uma pessoa ter uma renda periódica que, quem sabe, pode vir a ser suficiente para viver.

Acompanhe minhas postagens sobre questões financeiras e reflexões neste blog. Não deixe de fazer seus comentários e pedidos!

Abraços.

Prof. Rivero. 

Boas Vindas!

Bom dia!
Seja bem vindo ao Preparando Mentes Financeiras. Eu sou o Prof. Rivero, autor do blog e professor do curso de Educação Financeira que transforma pessoas através da mente e da emoção, somando não apenas conhecimentos técnicos como também de experiências práticas e ferramentas de desenvolvimento pessoal (principalmente PNL – Programação Neurolinguística).
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