Taxa Selic e Renda Fixa

Bom dia!

Um assunto mais técnico hoje, porém necessário. Necessário para quem é “investidor” de renda fixa.

A renda fixa é considerada a forma mais conservadora de investimento, pois você tem um índice que a sustenta, portanto você tem condições de estimar seus resultados finais. Todavia, um investimento, como já expliquei antes, quanto mais “controlável”, menos rende.

Os principais índices utilizados nas rendas fixas são o CDI (Certificado de Depósito Interbancário), a Taxa SELIC e a TR (índice da poupança). E normalmente se aplicam percentuais, por exemplo, 95% do CDI.

Pois bem, como você pode perceber, a taxa de juros interfere nas rendas fixas. De maneira que se a taxa de juros cai, por um lado, os juros bancários (cheque especial, cartão de crédito) tendem a diminuir um pouquinho. Mas, junto, diminui os rendimentos das aplicações de renda fixa.

Ou seja, o que rende pouco, renderá ainda menos.

A renda fixa ela tem duas utilidades básicas:

– reserva de disponibilidade imediata (caso você precise do dinheiro, ele deve estar disponível).

– investir sem se preocupar (mas aí você está terceirizando e, como expliquei no outro post, quando você terceiriza o investimento quem fica feliz é o agente e não você).

O primeiro item pode ser até saudável (que um dos potes seja feito dessa maneira).

Já o segundo, não. Não vale a pena você dedicar todos os seus recursos a investimentos de renda fixa. Pois, assim, renda passiva baseada em renda fixa exige milhões de capital investido. Veja: se a pessoa investir R$ 1.000.000,00 a taxa de 0,34% (poupança), você terá uma renda passiva de R$ 3.400,00. Se você se contenta com R$ 3.400,00 tranquilo… cada um tem seu objetivo. Mas dificilmente você juntará R$ 1.000.000,00 tendo R$ 3.400,00 como meta, entendeu meu pensamento?

Por isso, se você deseja viver de renda, é importante estudar Educação Financeira. Vamos começar pela aula 1 do curso e fazê-lo com disciplina? Estou aqui para ajudar!!

Abraços.

Prof. Rivero.

Eu amo pagar impostos!

Bom dia!

Eu realmente estou meio provocativo, não? 🙂
Resolvi dar um título que vai na contramão do pensamento nacional, quiçá mundial. 🙂

Mas eu realmente ADORO PAGAR IMPOSTOS.

Calma, gente bonita. Muita calma nessa hora!!! Já vou explicar o porquê.

Independente de viés político, o imposto arrecadado serve deveria servir para pagamento do que precisamos em comum: estradas, obras, hospitais, escolas, segurança, etc. O país que arrecada e gasta corretamente se desenvolve.


As regras tributárias do Brasil, efetivamente, diminuem bastante os lucros das pessoas. Podemos questionar isso. E devemos! Além de cobrar os resultados efetivos daquilo que pagamos!

Precisamos diferenciar imposto sobre a renda e imposto sobre o consumo. O primeiro quem paga é porque tem renda. Quanto mais renda, mais tu paga.

Por isso eu adoro pagar esse imposto, pois se ele me saiu caro é porque eu ganhei muito! 🙂

O imposto sobre o consumo é uma lástima, pois esse não considera a renda. Todos pagam igual.

Se eu compro 1 kg de arroz e pago R$ 0,80 de imposto no preço, não importa se eu sou um investidor bem sucedido ou se sou um peão que quer tentar levar comida para a família. Nós dois pagaremos os mesmos R$ 0,80. O imposto sobre o consumo eu odeio! 

Não por mim, mas por aqueles que precisam juntar cada moedinha para ter uma vida minimamente decente. A eles sou solidário.

Então, já que eu causei a polêmica acima, vou corrigir minha frase, agora que você me leu e me entendeu.

ADORO PAGAR IMPOSTOS SOBRE A RENDA

Podemos questionar, porém, se a carga tributária é alta ou baixa. Mas mais importante ainda é questionar o que é feito com esse imposto arrecadado.

Abraços a todos!

Prof. Rivero.

O caráter do conselheiro

Bom dia!

Hoje meu post vai, talvez, dar um pouco de alfinetada em algumas pessoas. Mas penso que será necessário. É uma reflexão, na verdade. Minha intenção positiva é contribuir para um comportamento melhor.

O meu primeiro contato profissional com vendas foi aos 8-9 anos quando vendi bombons no bairro para a vó de um amigo meu de prédio. Mas depois disso foi quando fiz um curso de vendas de assinaturas de revistas. Apesar de ter aprendido técnicas de vender minha dignidade, teve um ensinamento que foi muito bom:

Se você oferece o produto da sua marca para seu prospecto, mas ele é consumidor da concorrência, nunca fale mal. Elogie o produto que ele escolheu até o momento.

Em investimentos, minha experiência revela que existe uma panelinha muito grande entre segmentos.
Já fui cliente de uma corretora de investimentos que fala mal de criptomoedas, por exemplo. E apertando um pouco mais o profissional, conclui que ele não entende do assunto. Só queria defender seu peixe.

O profissional que precisa falar mal da concorrência para defender seu peixe é um amador, na verdade. Um amador que tem medo de perder seu negócio.

No ramo das criptomoedas, há também grupos panelinhas. Quem defende um projeto, costuma avacalhar o outro. A palavra “piramideiros” paira no ar nas discussões. Traders x Projetistas. Eu concordo que se deve combater as verdadeiras pirâmides (ou Esquema Ponzi), pois elas além de ser uma forma ilegal de lesar patrimônio alheio, criam uma imagem ruim de todos os grupos.

Muitas vezes pessoas chegaram a mim me falando de projetos que eu SEI que são pirâmides. Fico com dois corações: oriento (e acabo caindo no erro de “avacalhar” um projeto alheio) ou deixo quieto (e não educo a pessoa)?

Para evitar esse dilema, eu explico para as pessoas que existem projetos legítimos e pirâmides financeiras. Mais especificamente, compartilho os critérios que utilizo para a minha SUSPEITA DE PIRÂMIDE.

– promessas de ganhos fixos ou mesmo intervalares;
– promessa de retorno de um capital fixo corrigido (o dobro, o triplo, etc);
– necessidade de convidar pessoas para que você possa ganhar algo. Ou seja, se você não convida ninguém, você terá seus ganhos travados ou não existirão ganhos como um todo.
– para entrar no projeto você precisa pagar uma taxa para quem te convidou.
– projetos que, para sacar ou sair, você precisa obrigatoriamente chamar alguém para comprar teu saldo.
– projetos que estimulem a criação dos grupos chamados “binário perfeito”.
– projetos cujos criadores não aparecem e não se tem informações precisas sobre o histórico dessas pessoas.
– projetos que não explicam os tipos de operações que fazem ou serviço que prestam. Não fica claro, daí, se o lucro vem de operações legítimas ou do ingresso de novos participantes (pirâmide).

Eu, Rivero, jamais participo/divulgo projetos que burlam nem que seja UM dos critérios acima

 Aí, uma pessoa conversa comigo e diz que “o projeto tá pagando, então vou participar”. Nesse caso, já percebo um desvio de caráter do sujeito, pois o que ele quer é ganhar. O resto que se dane. Se o dinheiro que lhe paga vem de novos participantes, ele não se importa. Esses caras eu considero as merecidas vítimas dos piramideiros de plantão.

Não tenho nada contra a participação em projetos sérios onde há operações legítimas que efetivamente acontecem e remuneram os participantes, mesmo que inclua bônus por indicação. Mas que tenha um projeto definido.

Não tenho nada contra a pessoa operar por conta própria.

Não tenho nada contra a pessoa investir em bancos ou por intermédios de corretoras.

Não tenho nada contra a pessoa “brincar na loteria”, desde que não confie nisso como sua tábua de salvação. Veja post relacionado!

O que eu tenho a favor apenas é o seguinte:

– busque conhecimento.
– teste o profissional que está te atendendo. Não confie num corretor de investimentos ou em um gerente que não viva de renda passiva.
– não participe de pirâmides financeiras.
– desenvolva sua educação financeira com maturidade.

Abraços.

Prof. Rivero.

La garantía soy yo

Bom dia!!

Não sei se cheguei a comentar neste blog, mas eu sou funcionário público desde o ano 2000 (literalmente), quando eu tinha 19 anos. Exceto pelo intervalo de tempo compreendido entre metade de 2006 e metade de 2009. Isso dá um total de 16 anos trabalhados para o governo. No final de 2019, encerro minha carreira pública mais uma vez. Por quanto tempo? Ao ler este post você vai concluir!

Por que eu estou abordando este tema? Porque a vida do funcionário público tem algumas particularidades. Tanto para quem já é quanto para quem deseja ser (concurseiros). A primeira particularidade, e provavelmente a mais importante, é a da estabilidade.

Via de regra, a estabilidade te garante proteção do emprego após cumprir um chamado estágio probatório de 3 (três) anos durante os quais foste avaliado em diversos quesitos colocados na lei e, com direito a recurso caso discorde da avaliação.

O objetivo real dessa proteção é evitar que um funcionário seja demitido por ideologia política, religião, etnia, gênero ou sexualidade. Ou mesmo que seja substituído por um cabo eleitoral na mudança de partido do chefe do Poder.

Mas na prática as pessoas acreditam que a estabilidade serve para garantir o emprego apesar da incompetência. Basta um exame da lei para provar que não é assim.

O segundo motivo, talvez tão importante quanto, é o da aposentadoria integral. É verdade que os funcionários públicos de nível médio são bem mais remunerados do que seus pares da iniciativa privada, portanto manter esse salário como aposentadoria é algo muito sedutor.

Em outras palavras, o cargo público, que deveria ser exercido por pessoas que tem o sincero desejo de servir à sociedade, é desejado majoritariamente por pessoas que estão em busca de uma coisa:

GARANTIA

E aqui entra um ponto chave importante:

A ÚNICA GARANTIA QUE A VIDA DÁ É DE QUE A GARANTIA É UMA ILUSÃO

Na época em que se fazia piada do Paraguay (que hoje é um país muito mais evoluído do que o Brasil) por causa das cidades fronteiriças e dos seus camelôs, uma frase dita nas piadas era: “La garantia soy yo” (A garantia sou eu).

Honestamente falando, nunca vi ninguém falar com mais propriedade sobre garantia do que esse camelô.

Porque, amigos, lamento informar: a vida não garante nada. E essa é a única coisa garantida.

Vou demonstrar com exemplos. Não pretendo discutir ou me manifestar sobre minhas opiniões a respeito disso: só expor os fatos.

Há alguns dias atrás fiz um post sobre a previdência e todos sabem da reforma previdenciária que está ocorrendo no Brasil e em outros lugares. Não vou entrar no mérito político da coisa, mas no mérito factual: a aposentadoria dita privilegiada dos funcionários públicos (mesmo para os ativos) acabou. Ou seja, uma das garantias que a população crê existir foi derrubada.

A questão da estabilidade, na qual se agarram como contas de um rosário, também está para acabar. Por dois motivos: a estabilidade não protege a incompetência, mas sim os direitos civis (tal proteção também, supostamente, existe na iniciativa privada e em todo mundo livre). Segundo, no futuro os funcionários serão avaliados mesmo após o estágio probatório. DESDE 1990 está previsto na lei a possibilidade de se demitir funcionário público comprovadamente incompetente.

Aproveito para colocar outra questão específica da carreira de professor federal, a qual eu tenho mais contato e conhecimento. Existe uma gratificação chamada RSC (Reconhecimento de Saberes e Competências) que premia o conhecimento “extra acadêmico” do professor. Para os funcionários administrativos existe uma equivalente. Há um projeto de lei que prevê o seu corte. Mais da metade do salário de um professor mestre ou especialista será cortada se o projeto for sancionado.

Moral da história: tudo aquilo que se vê como garantido não é bem assim. Então, qual a solução para um mar de incertezas?

Para isso, eu consultei meu amigo fictício camelô paraguayo, que me disse “la garantia soy yo“. E pensei: se a garantia sou eu, eu preciso “me dar garantia”. E qual a melhor forma de se fazer isso? Através do conhecimento!! Então, se eu quiser sobreviver financeiramente de uma forma garantida eu preciso conhecer as ferramentas de Educação Financeira e aplicá-las. Assim eu agi por anos e hoje construí uma vida da qual não dependo mais de salário para viver. Assim é como estou ensinando para vocês.

Lembre-se, leitor(a), “la garantia és usted”.

Abraço do Prof. Rivero.

Jogar na Loteria???

Boa tarde!!

A mídia divulga e a sociedade propaga o desejo de ser rico. A fantasia das pessoas é ter pelo menos um milhão de reais no banco. E há quem confie nas loterias: o jogo de azar promovido pelo governo.

Cada país, estado tem um jeito de fazer. Mas a ideia é você ganhar um prêmio contando somente com a sorte. Vamos analisar, financeiramente, a questão da loteria. Escolhi a mais popular no Brasil: a MEGA SENA.

No site do G1, você pode conferir a distribuição dos valores arrecadados pelos jogos. Repare que os premiados recebem somente 32,2% dos valores arrecadados. Em outras palavras, se o governo arrecadou R$ 100.000.000,00 (cem milhões de reais), quer dizer que o prêmio líquido que TODOS OS GANHADORES receberão, juntos, será de R$ 32.200.000,00.

Desses, 35% são divididos entre todos os ganhadores, de tal modo que no nosso hipotético exemplo, os acertadores dos seis números dividirão entre si: R$ 11.270.000,00.

Ou seja, você está contribuindo para TENTAR ganhar um prêmio de 11,27% do valor que o governo arrecada. O percentual que vai para o imposto de renda é de 13,8%. Ou seja:

NA MELHOR DAS HIPÓTESES VOCÊ, SE TIVER MUITA SORTE, GANHARÁ 2,63% A MENOS DO QUE O PRÓPRIO GOVERNO.
 E tem que ter muita sorte mesmo: veja, são 50.063.860 de diferentes combinações desde o 01 – 02 – 03 – 04 – 05 – 06 até o 60 – 59 – 58 – 57 – 56 – 55. Se você apostou em uma delas, a chance que você tem de ganhar é de 0,00000002% (dois bilionésimos de porcento) … para receber 2,63% a menos do que o próprio governo: que receberá o seu quinhão independente da sua sorte (ou azar).
Esse percentual diminui ainda mais se calcularmos as chances de você ganhar SOZINHO(A). Pois se você dividir o prêmio com outro sortudo, receberá no máximo 5,63% da bolada.
Quantos R$ por mês você investe, em média, na sua “fezinha”?
Além disso, caso você venha a ganhar um prêmio grande desses, é importante observar que, sem conhecimento de Educação Financeira, você gastará muito rápido esse valor. Veja, seu cérebro está acostumado a lidar com um número X todo mês. De repente, você recebe um número 1000 vezes maior. Para a sua mente emocional, ele parecerá infinito…e em poucos meses você perceberá que não é (ou que não era).
Moral da história: se você quer jogar na loteria para “brincar”, ok. Mas encare como uma brincadeira. Não encare como uma esperança ou ato de fé. Se você quer ter esperança de verdade, aprenda a investir e tenha Educação Financeira com você. Dá mais trabalho que escolher seis números, mas o resultado é muito mais provável, você ganhará mais do que o governo e seu dinheiro crescerá para sempre, pois você tem O conhecimento.
Se você ganhou um prêmio grande dessa forma, minha primeira sugestão é contratar um Planejador Financeiro ou Educador Financeiro de sua confiança para ajudá-lo. Ou até mesmo você fazer meu curso completo e gerenciar seus recursos! A aula 1 está aqui! Boa sorte!
Abraço do Prof. Rivero.

Comprar carro ou usar aplicativos??

Bom dia!!

Seguindo o caminho de Educação Financeira na questão de otimização de custos, vamos adentrar numa questão interessante para todos os motoristas de cidades grandes: escolher entre ter seu próprio carro ou contar com os aplicativos.

A resposta não é única. Depende realmente de cada pessoa. De cada demanda e dos pontos de vista. Há questões emocionais envolvidas também: o prazer de dirigir, as crianças pequenas, o sonho de ter seu próprio automóvel. Porém, minha análise será prática e com base na experiência pessoal.

Eu tenho o mesmo carro há 6 anos. Uma linda SUV preta que comprei 0km por R$ 43.000,00. Hoje, na tabela FIPE não deve valer mais de R$ 30.000,00. Então, tive uma perda de R$ 13.000,00. Acrescidos dos juros do financiamento de parte do valor (admito: comprei por impulso, mas nada fora da minha realidade financeira), paguei uns R$ 10.000,00 de juros (e isso por antecipar muitas parcelas). Assim sendo, só nessa brincadeira, houve um custo de R$ 66.000,00 (43 + 13 + 10).

Assim: compra do veículo + depreciação + juros do financiamento resultaram em uma despesa fixa de R$ 11.000,00 anuais.

Nisso, devemos acrescentar os custos de revisão e manutenção periódicos requeridos por todos os carros. No meu caso, arredondando gastei R$ 6.000,00 nesse tempo todo de uso. O que aumenta em R$ 1.000,00 minha despesa anual. Já entramos em R$ 12.000,00 por ano. O seguro do carro sai em média R$ 2.500,00. O IPVA, embora diminua a cada ano, dá para estimar em média R$ 700,00. Já são mais R$ 3.200,00.

As despesas de lavagem e de vezes que paguei estacionamento vou considerar uns R$ 200,00 por ano. Não mais do que isso.

Minha vida profissional mudou drasticamente nesse período (no quesito de rodagem). Eu rodava em média 700 km por semana até 2015. Depois, passei a rodar 100 km por semana em média. Mas como sempre tem jantares com a esposa, passeio com amigos, viagens, etc. vamos colocar que rodo uma média de 200 km por semana, o que daria 10.400 km por ano.

Em um carro que consome uma média de 10 km/l, temos 1040 litros de gasolina por ano. Com o preço atual (Porto Alegre – RS – julho/19) de R$ 4,40 isso implica em um custo de R$ 4.600,00 reais / ano de gasolina.

Resumirei todos os dados acima:

Despesa por ano:

Compra + Depreciação + Juros do financiamento………………R$ 11.000,00
Revisão + Manutenção……………………………………………………R$  1.000,00
Seguro + IPVA………………………………………………………………R$  3.200,00
Lavagem + Estacionamento…………………………………………….R$    200,00
Gasolina……………………………………………………………………….R$ 4.600,00
Total:                                                                                       R$ 22.000,00 / ano

Vamos supor que eu usasse apenas aplicativos e não tivesse o carro. Pelos meus cálculos, dá para considerar que o custo médio do aplicativo é de R$ 1,50 por quilômetro rodado. Eis que eu rodo 10400 km em um ano, eu gastaria em aplicativos R$ 15.600,00 por ano.

No meu caso, o carro está gerando um custo real de R$ 6.400,00 por ano.

Então, fica a pergunta: não valeria a pena vender o carro e passar a usar só aplicativos?

 Numericamente, tudo indica que sim, claro. Porém, como eu viajo muito e o uso de aplicativos não é prático para quem vai viajar, se eu não tivesse carro, eu teria que alugar um veículo, o que daria em média R$ 200,00 por diária (estou avaliando a diária de um veículo semelhante ao meu). Essa diária não contempla o seguro recomendável e a gasolina. Portanto, se eu alugasse um carro por mais de 30 dias por ano, eu já teria perdido os R$ 6.400,00 economizados.

A moral da história é: procure fazer os seus cálculos e tire suas próprias conclusões. Acrescente as variáveis que te são importantes e seja muito feliz!!

Abraço do Prof. Rivero. 

Consórcio ou Financiamento?

Boa noite, pessoal!

Um dos pilares da Educação Financeira é a questão de otimizar os gastos.

Isso não significa necessariamente cortar tudo quanto é custo e apertar as moedinhas na mão como se fossem contas de um rosário. Na minha aula 1 do curso, eu faço uma crítica a esse comportamento, por sinal. Confira aqui!

Mas otimizar os gastos seria buscar estratégias para você gastar o menos possível visando o mesmo (ou até a um melhor) resultado.

A estratégia que vou conversar com vocês hoje é sobre o comparativo do CONSÓRCIO e do FINANCIAMENTO.

A definição de CONSÓRCIO eu explico neste outro post. Trata-se de uma compra em que você paga antes de receber o produto e espera vir o sorteio. Não só você, mas um grupo de pessoas participam juntas. Há um sorteio por pessoa de tal modo que todos são contemplados, cedo ou tarde. Quem foi contemplado, ainda assim deve continuar pagando as mensalidades até o fim. Há um ditado maldoso humorístico que diz que “chifre e consórcio: um dia você vai ser contemplado”.

FINANCIAMENTO consiste em uma instituição financeira te emprestar o valor do bem, mas ao invés de você pegar na mão, quem recebe é a loja vendedora. Você, por outro lado, recebe uma penca de boletos para pagar as prestações. Caso não pague, seu bem é retomado e leiloado até pagar sua dívida.

Tanto no consórcio quanto no financiamento você não paga tudo de uma vez e, em ambos, você usufruirá do bem antes de terminar o pagamento da dívida (no financiamento, você usufrui do bem antes mesmo de começar a pagar. No consórcio, depende de quando que você será sorteado). O fato de você receber o bem antes de pagar gera uma dívida e, como já mencionei antes, toda dívida é recompensada com um acréscimo. Ou seja, você pagará um valor superior ao que vale o bem.

No consórcio, esse acréscimo é a taxa de administração, que remunera a prestadora de serviços. No financiamento, é o juro.

O consórcio tende a ter custos mais baixos do que o financiamento. E, aqui, você deve entender “custos” como tudo aquilo que você pagar além do próprio valor do bem.

Porém, o consórcio tem apenas uma desvantagem: você não sabe quando que receberá o seu bem e terá que ir pagando enquanto isso.

Como o consumidor “analfabeto educacional financeiramente falando” tende a comprar pelo impulso, ele acaba pagando mais caro. O consórcio acaba sendo, para ele, um castigo: “pago, mas não sei quando recebo”.

Mas não é tão “castigo” quanto a minha sugestão abaixo:

VEJA QUAL O VALOR DA PRESTAÇÃO DO CONSÓRCIO (OU FINANCIAMENTO) E DEPOSITE EM UM FUNDO DE INVESTIMENTOS QUE RENDA ACIMA DO IPCA E SAQUE QUANDO TIVER O VALOR.

A dica acima não é tão válida se você tem uma necessidade urgente do produto, claro. Ou se você planeja comprar um produto que, no final, vai te economizar dinheiro ou te fazer gerar dinheiro. Aí são outras variáveis a ser consideradas. Mas como essas situações não são a maioria expressiva, então fica a dica geral.

Abraços do Prof. Rivero. 

Tipos de investimentos

Bom dia!!!

Atendendo a uma questão da amiga Carla, eu vou falar um pouco sobre tipos de investimentos existentes.

O meu objetivo aqui não será divulgar empresas, corretoras ou bancos; mas sim compartilhar informações que poderão ajudar-te a escolher um bom investimento.

Começarei falando o seguinte:

POUPANÇA, CONSÓRCIO E TÍTULOS DE CAPITALIZAÇÃO NÃO SÃO INVESTIMENTOS

A poupança não é investimento pois em geral remunera abaixo da inflação. Na prática, você está tendo uma perda de poder de compra quando deixa seu dinheiro parado na poupança. Evidentemente, isso se deve ao comparativo da correção da poupança com o IPCA.

Consórcio é um grupo de pessoas que, mensalmente, pagam um valor para participar do sorteio de um valor convertido em bem (casa, carro, eletrodomésticos, etc). Todos serão contemplados. Todos pagam o valor integral do produto. Mas você não está investindo dinheiro em um consórcio, mas sim facilitando uma compra (em outro post farei um comparativo do consórcio com o financiamento – me cobrem se eu esquecer).

Título de Capitalização é uma loteria. Você paga periodicamente ou de uma vez só para concorrer a um prêmio por sorteio. Ao contrário do consórcio, não há garantia de que você vai ser sorteado. Se você for sorteado, você dirá que foi a melhor coisa que você fez na vida. Caso contrário, você rasgou dinheiro. No final do tempo do título (que dificilmente é abaixo de 5 anos), você recupera uma “provisão matemática” e mais uma correção pela TR (semelhante a correção do FGTS). Na prática, você recupera o mesmo valor que investiu (ou perto disso), mas perceba que muitos anos se passaram.

A seguir, os tipos de LUGARES onde você pode fazer investimentos.

BANCOS DE INVESTIMENTO: quase todos os bancos comerciais tem carteiras de investimentos em renda fixa (conservadores) ou em renda variável (arrojados), com escalas intermediárias. Em geral, os bancos oferecem CDB/RDB, fundos de investimento (atrelados a índices e a mercados) e corretoras de ações (homebrokers). Nos homebrokers, o correntista opera por sua conta e risco.

CORRETORAS DE INVESTIMENTO NACIONAIS: em geral, oferecem mais opções e como seu planejamento empresarial é diferente dos bancos, então eles tem uma gama de produtos mais atrativa, em princípio. Até porque o lucro da corretora vem do sucesso dos seus produtos. Em geral, você é assessorado(a) por um(a) corretor(a) de investimentos qualificado(a). Em tempo, eu estou buscando essa qualificação (no papel, pois na prática eu já tenho). As corretoras, por vezes, oferecem produtos no exterior e também tem seus homebrokers para quem quer operar por sua conta e risco.

CORRETORAS NO EXTERIOR: em geral, lá fora é mais flexível para investir do que aqui no Brasil. No exterior, por exemplo, há uma modalidade de investimento chamada de Forex (Foreign Exchange), que pode ser feita também por Opções Binárias e Digitais. No Brasil, os corretores de investimentos não são autorizados a captar recursos de terceiros e aplicar no Forex. Porém, nada impede que você seja cadastrado em uma corretora no exterior e opere por lá. Detalhe: este post foi escrito em julho de 2019.

EXCHANGES DE CRIPTOMOEDAS: as criptomoedas dão o que falar. Pessoalmente, considero um investimento maravilhoso. Em primeiro lugar, pois nada nos dá tanta autonomia em termos financeiros quanto às cripto. Claro, isso implica em responsabilidade e riscos maiores do usuário, porém “o que gera risco muitas vezes é apenas a falta de conhecimento”. Nas exchanges de criptomoedas é possível você operar, como se fosse um homebroker.

PROJETOS DE CRIPTOATIVOS: existem vários projetos de criptoativos que fazem o investimento por você, análogo ao corretor de investimentos. Porém, é sempre bom observar que a não regulamentação e descentralização de criptomoedas faz com que “qualquer um” possa ser qualificado a operar por você. O problema é que esse “qualquer um” pode ser uma pessoa inteligente e que sabe lucrar e fazer você lucrar (o que é ótimo!), mas pode ser um pilantra que vai pegar seu dinheiro. Como você vai saber???? Infelizmente, não há um radar preciso que lhe indique. A não ser a experiência. Se for de seu interesse, posso compartilhar num outro post os critérios que utilizo.

ARBITRAGEM: existe uma forma interessante de se obter lucros, se você souber fazer direitinho, que é a arbitragem. A arbitragem consiste em você fazer compras e vendas de moedas (fiduciárias ou cripto) em mercados diferentes aproveitando-se das diferenças entre cotações. Por exemplo, existem duas casas de câmbio. Uma delas vende dólar a R$ 3,90 e a outra compra seu dólar por R$ 3,92. Você compra seus dólares na primeira e vende na segunda. A lei de mercado faz o preço oscilar bem rápido e, no Brasil, há impostos demais em moedas fiduciárias. Então, atente-se para esses detalhes. Arbitragem é bom mesmo de se fazer com criptoativos.

Bem, acho que de forma resumida, essas são as opções que conheço. Sucesso e boa sorte!

Prof. Rivero.

     

Nova aula no curso!

Hoje eu não fiz nenhum post novo, pois meu foco foi a Aula 4 do curso de sete encontros.

No menu ao lado (PC) ou superior (Tablet / celular) você tem acesso a todas as aulas na ordem.

Assista, faça os exercícios e preencha o questionário. Procure fazer as aulas na sequência.

Inscreva-se gratuitamente no grupo do Whatsapp.

Se você deseja algum material específico, favor deixe seu comentário! Seu pedido será analisado.

Reforma da Previdência?? E agora???

Bom dia!!!

Já começo esclarecendo que o post não tem nenhum viés ideológico ou político. Minha intenção é contribuir no que diz respeito à Educação Financeira. Podem ler tranquilos! 🙂

O Sistema Previdenciário todos sabem o que é e para que serve. Mas gostaria de destacar alguns pontos para que todo o conteúdo deste post tenha a sua contribuição!

1) Do trabalhador, em todos os seus pagamentos (salário, 13 e férias) é descontado um valor que serve para “contribuição previdenciária”. Com essa contribuição, a expectativa é poder receber uma aposentadoria quando atingir certa idade e/ou tempo de contribuição. Ou seja, há uma troca compulsória: você contribui e, no futuro, você se aposenta.

2) Em termos de valores, o que você contribui não é para receber de volta no futuro. Seu dinheiro descontado paga as aposentadorias de HOJE. E a sua aposentadoria quem vai pagar é a próxima geração de trabalhadores e assim por diante. Isso me lembra aqueles projetos acusados de serem “Esquema Ponzi”.

Com base nessas duas informações, vem a minha contribuição.

E começo dizendo: VOCÊ NÃO PODE APOSTAR A SUA VIDA FUTURA NA PREVIDÊNCIA.

(Quero deixar claro, novamente, que não estou analisando por viés político. Estou fazendo uma análise financeira da coisa)

Veja, se você conta, no futuro, TÃO SOMENTE com a previdência pública, você é um “pseudo investidor de altíssimo nível de risco”. Eu, particularmente, sou um investidor arrojado (80% do meu capital é em renda variável – óbvio que eu faço assim porque eu tenho conhecimento da coisa – jamais diria para um leigo me modelar nisso) mas você é muito mais arrojado do que eu e vou expor meus motivos:

1) você está contando, “talvez”, com um esquema Ponzi (que, para manter-se ativo, precisa de contribuições de novos ingressantes). E um esquema que está ruindo pois os aposentados, graças a Deus e a ciência, estão vivendo mais e melhor e, graças à nova filosofia de pensamento empreendedora da Geração Y, o número de contribuintes está diminuindo drasticamente.

2) você está apostando em um sistema que vai te pagar em 30, 35 anos (um período de tempo extremamente longo e que cobre muitas mudanças a nível de mercado, as quais você ou eu não temos condições de avaliar como será)

3) você está investindo em algo que é sujeito a alterações no meio do jogo. Independente dos seus motivos, você está sendo testemunha de que o governo tem o poder de mexer nas regras que combinou com você quando começaste sua vida ativa. E essa mexida é de forma unilateral. Você não pode mexer nas regras.

4) você está investindo um valor que você sabe qual é (aparece em seu contracheque), mas você não sabe quanto irá receber.

Analisando como investidor, a previdência pública é totalmente desvantajosa. O pior investimento que se poderia fazer. Vou comparar com uma renda fixa que pague 90% do CDI (o que é baixíssimo: em torno de 6% ao ano). Claro que terei que ignorar as variáveis do futuro, pois como já falei acima, não temos o controle disso.

Num cenário fictício, em que João e Maria iniciam suas vidas ativas (no trabalho – pare de pensar sacanagem). João contribui com R$ 110,00 por mês no sistema de Previdência Pública. Ele irá se aposentar com R$ 1.000,00 por mês pelo resto da vida (seja quanto for) após 35 anos de contribuição. Maria não quis contribuir para a previdência e deposita todo mês R$ 110,00 na poupança.

(aqui criei um cenário de previdência facultativa)

Após 35 anos de contribuição, vamos dizer que deu tudo certo para João e agora ele continua recebendo R$ 1.000,00 de aposentadoria. E mais nada!

Maria, porém, considerando uma correção de 0,5% ao mês, terá acumulado um montante de R$ 156.718,13.

Se Maria investir isso em um fundo que renda 100% do CDI (em torno de 6,5% ao ano), ela terá uma pensão mensal de R$ 940,31 reais. Um pouco menos do que João, porém ela terá, para sempre, a sua disposição um montante de mais de 150 mil reais que ela pode administrar como queira.

Quando João falecer, seus dependentes menores de 21 anos terão essa aposentadoria até eles atingirem a maioridade. E acabou!

Quando Maria falecer, seus dependentes, de qualquer idade, terão o montante de 156 mil reais para fazer o que bem entenderem.

Eu comparei a previdência pública com um investimento de renda fixa de baixíssimo risco e acessível a qualquer leigo. Obviamente você pode alavancar os resultados de Maria consultando um Educador Financeiro. Já os resultados de João, você não tem um pingo de controle.

Abraço.

Prof. Rivero.

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