Boa noite!
Como já comentei em posts anteriores, só vejo notícias por acaso. E, desta vez, foi quando minha esposa e eu fomos jantar fora. O restaurante raiz. Comemos o melhor Ala Minuta com carne vermelha disponível, saímos saciados e gastamos R$ 33,00 (juntos!).
Durante a refeição, uma TV, às minhas costas, estava passando o noticiário dos pais que já estão se preparando para comprar os materiais escolares das crianças. A Marlova que viu. E me contou.
A partir daí, comecei a refletir sobre como tirar proveito disso para trazer uma contribuição interessante para os meus leitores, que talvez estejam a passar por esse desafio. Vamos lá!
Em primeiro lugar, se o que eu recomendar for diferente do que recomenda a sua escola, siga a sua escola. A menos que você conclua que minha dica é melhor! Mas só vale se você analisar bem!
Outra coisa: antes de comprar, verifique o que você já tem, o que pode aproveitar do(s) filho(s) mais velhos ou até mesmo de parentes próximos que já concluíram os estudos!
Vamos lá:
1) caderno: se o caderno do ano passado ainda tem pelo menos 10 (dez) folhas em branco, oriente seus filhos a usarem o mesmo caderno até acabá-lo. Aí, sim, usar um novo. Ao comprar um caderno novo, dê preferência por cadernos de capa monocromática. São mais baratos do que cadernos com personagens.
1b) Melhor do que caderno: fichário. Aprendi com a minha ex-namorada Aline essa dica. Coloquei em prática quando iniciei minha primeira faculdade (Engenharia Eletrônica – não concluí). Comprar um fichário (que dura vários anos) e só ir comprando o kit com folhas. Vantagem: um refil de folhas custa muito menos do que qualquer caderno. Você só usa as folhas a medida que for necessário. E, mais ainda: elimina o estresse das divisórias por disciplinas.
2) lápis ou lapiseira. A lapiseira pode durar vários anos. O lápis, não. Porém, o lápis é mais barato. Se optar pela lapiseira, escolha o grafite 0.7 ou mesmo o 0.9. O refil é mais caro, mas o grafite é mais resistente: a chance de seu filho(a) quebrar na hora de escrever é pequena.
3) borracha: a mais barata, basta.
4) apontador: o mais barato, mas com “cestinho” para as cascas do lápis. Instrua seu filho(a) a limpar o cestinho do apontador quando tiver quase cheio.
5) caneta: na boa, a mais barata. Uma azul e uma preta. Ou duas azuis, ou duas pretas. Uma titular e uma reserva. Não escolher cores claras: perdem o propósito.
6) marca-texto: tom de amarelo. Contrasta bem com o papel e a tinta azul/preta da caneta.
7) estojo: se possível, mantenha o mesmo. E evite estojos de personagens. Custam mais caro. Aprenda: o estojo serve somente para uma coisa, que é guardar os itens acima (exceto o caderno/fichário, óbvio).
8) lápis de cor / canetinha: só se a escola pedir!
9) régua: escolha a de 30 centímetros. Consulte a escola para saber se o professor de matemática/artes precisará que o aluno tenha transferidor, compasso, folha quadriculada, mapas ou esquadro. Depende do conteúdo programado para o ano letivo, talvez tais itens não sejam necessários. Detalhe: régua é durável e ainda não houve mudança do tamanho do centímetro!
Comprar o material escolar, se possível, com um mês de antecedência (pode ser duas semanas, vai, mas nunca em cima do laço – lembre-se: alguns colégios iniciam as aulas antes – janeiro realmente é um bom mês para compras) e não levar a criança junto.
Livros didáticos: esses tem que ser da escola. Porém, se possível, adote livros não consumíveis. Faça campanha para as escolas criarem esse hábito. Existem matérias que são atualizadas a cada ano, como ciências e geografia. Porém, outras, são mais estáticas.
Se seu filho está, no mínimo, no quinto ano do EF, cobre da escola a adoção de apostilas dos professores, livros digitais ou salas de aulas virtuais com materiais para downloads. Muito mais útil do que livros didáticos em papel reimpressos a cada ano. Existem livros que são realmente necessários, mas vamos combinar que nem todos! A escola “manda”, mas você pode cobrar da escola uma postura mais avançada!
Livros paradidáticos de contos/poemas/crônicas: se o professor pedir para ler mais de um livro (e é bom que faça mesmo! rsrsr), você pode juntar-se com o pai/mãe de um amiguinho do seu filho. Cada um compra a metade dos livros e depois as crianças trocam. Se a relação de amizade e confiança cobrir três ou mais alunos, melhor ainda! Antes de comprar, verifique se você não pode conseguir emprestado ou em uma biblioteca (talvez, até na da escola).
Conforme a idade do seu filho, responsabilize-o pelo seu material. Estimule o empréstimo para o coleguinha, quando necessário (para desenvolver a generosidade). Todavia, cobre que ele pegue de volta, ou, senão, reponha da mesada (educação financeira e aprender a zelar pelo seu patrimônio).
Em tempo, não se deixe seduzir pela propaganda colorida. A ilusão não faz parte do repertório de quem quer independência financeira! E lembre-se: você tem a missão de educar o seu filho!
Muitos vão dizer que sou pão-duro … Ótimo, mas vivo de renda aos 39 anos e só trabalho porque quero. Então, faça você a sua escolha! 😉
Abraços.
Prof. Rivero.